sexta-feira, 10 de abril de 2015

Dias iguais

De todos os pesadelos que se pode ocorrer a um sonhador é o cotidiano
Espaço repetitivo de ano em ano,
São dias iguais
O mesmo ônibus, a mesma multidão, os mesmos sinais
De olhos, de bocas, de cansaço de reclamação

São todos os pesos no ombro
São todas noites escombro do cansaço
O tempo que te engole
Que te suga esperança
Cansa ...

Estudar com a mente cansada de absurdo,
Respeitar a tudo e todos, se fingir de surdo .
Não sei o que fazer quando perco o alto, o baixo, o chão.
Só sei que poesia não pode ser solução

Ou pode, não sei ...

Aonde pode haver justiça?
Aonde pode haver comTanta impunidade? , tanto poder por poder
Tanto erro, tanto que não sobreviveu o jovem para mudar
O jovem se entorpece fingindo não ver
O lugar que em volta tem um devorando o outro.

A única coisa que me entorpece é a poesia ,
Enquanto em volta o barulho me assusta
A única coisa que me entorpece e anestesia
Enquanto em volta tudo me olha pra destruir.

O sonho é viver na poesia mesmo em volta parecendo tudo pesadelo.

(Eber Vasconcelos)

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