quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Abrigo da noite


 Uma casa estava vazia,escura,com alguns pontos somente de luz, haviam ecos que iam e viam do nada . Da janela a luz entrava parecendo contemplar o corpo que chora sua beleza em um canto .O canto era só...entoado . Uma mulher soluçando deitada,uma angústia sem carinhos,um corpo em rosas e espinhos.
 Ninguém entrava naquele lugar,era abandonado por sabe se quem,mas alguém quis morar nesse lugar e viver sua paixão nua. A casa  recolhia todos os dias dessa mulher . Ela,abraçada ao desejo,não compartilha sua vontade de perder-se.
 Um dia fui visitá-la com meus poemas rimados,com minhas vontades,com meus sorrisos,com meus carinhos,com meus desejos... Ela me recebeu coberta por um lençol de seda,ela chorou seu passado em meus ombros,ela me amou por toda noite sem saber quem eu era.
 O dia nasceu... Fui embora pensando nela,fui embora e o dia nunca mais voltou...
(Eber Vasconcelos)

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