sábado, 19 de junho de 2010

O impossível e o Desejo

Tentou-se certa vez alterar os sentidos.
Dimensionar a luz,
Entender as linhas delicadas que tracejam o sol;
Transformar as melodias sedutoras em letras,
Compô-las em notas da percepção;
Alcançar o abstrato do toque de mãos entrelaçadas,
Revelá-lo em uma união enamorada;
Conter o aroma de mil preferências em um frasco,
Decifrá-lo para os mais aptos perfumistas.

Certa vez,novamente(pois quem sabe em que tempo está?)
Ouviu-se uma voz que parecia uma canção suave,
Era uma voz feminina;
Visionou-se os traços e esses pareciam brilhar,
Era um rosto de menina;
Sentiu-se o perfume que a fórmula não decifrava,
Ela continha-se na mulher que a exalava.

Era noite,havia desespero,
Ela foi exatamente a iluminação pra todo medo;
Haviam zunidos que flagelavam os ouvidos,
E quando pronunciou seu nome,a voz com sua melodia sarava;

Descobre-se o desejo...
Indicou que em suas mãos existia o segredo,
Mostraria-se como namorada.

O mistério era a mulher.
Não ouse dizer o nome,
O motivo do desenvolvimento desse texto
E do autor autentificá-lo com seu nome e sobrenome.

(Eber Vasconcelos)

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