terça-feira, 29 de março de 2011

Pronome inexistente


Tempos dentro de tempos ,
Aparece sempre e nunca avisa .
Vento dentro de ventos ,
Acaricia por onde passa , não avisa .

Meu nome é teu
Como tua voz é minha .
Sou tão seu ...
Como se nós fosse um pronome inexistente ,
Um soprar de vozes em uma só .


E os ventos sopram  
Minhas mãos em seus lábios, desejo , desejo, desejo ...


E o tempo , o prolongar de desejo .
Teus lábios , meus lábios que de tão seus
Parecem ser de uma única boca .
E são aquelas mesmas palavras , do seu sorriso , do seu olhar ...
E todas aquelas mesmas noites , dias , do meu risco de vida , da minha salvação ,
Minha terra firme e mar  . A batida ( mar revolto ) , os seus seios (terra firme) e o coração(amar ou amor) ...

Um amor que não se cansa de versos ,
Uma mulher , a minha mulher , aquela mulher
Dos meus dias , das minhas noites , dos ódios , dos amores ,
Das cores , dos pódios , das caídas e suas dores ...

Nosso entendimento é feito de si só ,
Não precisamos códigos para nos comunicar .
Nossas incógnitas somos nós ,
E nós somos um só .

(Eber Vasconcelos)

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