terça-feira, 9 de novembro de 2010
Céu Azul
Existem linhas sutis que aproximam as pessoas.
Você passou por minha vida,
Trouxe nova visão ao meu horizonte.
O jeito carinhoso com que trata a todos que te amam,sim,menina,é cativante.
Amam,pois resplandece luz com sua simpatia.
Sempre seu abraço é a melhor da alegria.
Sensível,parece com a arte poética de amar.
Acho em você a sensibilidade.
E sensibilidade é o livre amar.
Não se importe,ao caso de eu parecer distante.
Sou poeta,seu amigo,nunca encontrei liberdade semelhante.
Você é o inverso de toda poesia triste,
Parece um amanhecer de verão.
O sol aquece as flores belas desabrochando cores e beleza ao chão,
Traz alma essa imagem...
É o seu retrato num dia de céu azul,sua paisagem refletida no amor da natureza.
(Eber Vasconcelos) dedicatório: Clara
Estrangeiros dos mesmos olhares
Nossos olhares nunca mais se entenderam
Como nos tempos que antes
De qualquer fala haviam sorrisos apaixonantes.
Hoje sou decepcionado como ontem.
Ontem era tudo beleza,paixão que no entanto eram inalcançáveis.
Hoje o que é alcançável nada tem a ver com paixão,
A beleza parece-me um gosto ultrapassado.
O que é isso então?
Que incômodo habita entre nossos olhos?
Nem sei quem és atualmente
Ou nem sei quem sou.
Acho que somos dois desconhecidos nos reencontrando.
Como nos tempos que antes
De qualquer fala haviam sorrisos apaixonantes.
Hoje sou decepcionado como ontem.
Ontem era tudo beleza,paixão que no entanto eram inalcançáveis.
Hoje o que é alcançável nada tem a ver com paixão,
A beleza parece-me um gosto ultrapassado.
O que é isso então?
Que incômodo habita entre nossos olhos?
Nem sei quem és atualmente
Ou nem sei quem sou.
Acho que somos dois desconhecidos nos reencontrando.
(Eber Vasconcelos)
Homens,macacos e um anjo
A tarde era um calor estranho,daqueles que lhe deixa tonto.O suor nos rostos,uns avermelhados outros nem tanto,mas todos eles,os rostos,contemplando um espetáculo:"Homens,macacos e um anjo".O "espetáculo" era só uma forma tola de se definir essa obra teatral pobre.
Comecemos assim: Cenário empoeirado,velho,onde vários outros "espetáculos" aconteceram,vamos chamar isso de "mundo".Tanto as peças teatrais mais bem humoradas,passando pelas drásticas,clássicas,e tantas outras se passaram nesse mesmo lugar.E nenhuma delas fez brilhar esse teatro chamado "A arte".
Iluminação é daquelas que traz dores de cabeça intermináveis.Todos ficavam lacrimosos não importando qual fosse o gênero,se terror,se romance ou comédia.A luz ao excesso incomoda,ninguém diz aos responsáveis pela iluminação que "A arte" precisa ter sua luz devidamente regulada para que os espectadores vejam e reconheçam o que vêem?
Os personagens eram: um autor vagabundo,uma anarquista revoltada,um religioso de "folga",um poeta,um diretor desorientado e uma prostituta.
Falemos pouco sobre essa peça...
Os homens viviam em jaulas de ouro que de tão puro achava-se que era "divino".Eles eram: o religioso,que prometia o céu; a prostituta,que prometia o inferno; e anarquista,que prometia liberdade de céu e inferno.Todos enjaulados pelo divino.Todos presos à suas ideias,todos presos aos seus "paraísos".
Os macacos eram "interpretados" por um autor vagabundo,escrevia peças fazendo recortes de notícias de jornal e um diretor desorientado que atropelava começo,meio e fim nas cenas.Eram macacos...animais em plena liberdade,pois ao contrário dos homens não sabiam o que era céu ou inferno.No caso do autor,ele recortava a realidade,como conhecê-la por inteiro? O diretor desorientado nunca soube o que era ordem,por que ele iria querer liberdade?
O anjo era um poeta tão distante que chegava a ser solitário.Ele era um pouco,ou muito,de todos esses personagens anteriores.As influências deles tendiam ora para o animal instintivo,ora para o homem racional.Mas ele não vivia no "mundo",vivia no paraíso.
Nem começo,nem meio,nem fim.A peça foi uma confusão.O mundo era dos macacos,a jaula dos homens e o paraíso do poeta.O inferno era quando as luzes se apagavam,todos espectadores pensavam: -Amanhã tudo outra vez.(Eber Vasconcelos)
Comecemos assim: Cenário empoeirado,velho,onde vários outros "espetáculos" aconteceram,vamos chamar isso de "mundo".Tanto as peças teatrais mais bem humoradas,passando pelas drásticas,clássicas,e tantas outras se passaram nesse mesmo lugar.E nenhuma delas fez brilhar esse teatro chamado "A arte".
Iluminação é daquelas que traz dores de cabeça intermináveis.Todos ficavam lacrimosos não importando qual fosse o gênero,se terror,se romance ou comédia.A luz ao excesso incomoda,ninguém diz aos responsáveis pela iluminação que "A arte" precisa ter sua luz devidamente regulada para que os espectadores vejam e reconheçam o que vêem?
Os personagens eram: um autor vagabundo,uma anarquista revoltada,um religioso de "folga",um poeta,um diretor desorientado e uma prostituta.
Falemos pouco sobre essa peça...
Os homens viviam em jaulas de ouro que de tão puro achava-se que era "divino".Eles eram: o religioso,que prometia o céu; a prostituta,que prometia o inferno; e anarquista,que prometia liberdade de céu e inferno.Todos enjaulados pelo divino.Todos presos à suas ideias,todos presos aos seus "paraísos".
Os macacos eram "interpretados" por um autor vagabundo,escrevia peças fazendo recortes de notícias de jornal e um diretor desorientado que atropelava começo,meio e fim nas cenas.Eram macacos...animais em plena liberdade,pois ao contrário dos homens não sabiam o que era céu ou inferno.No caso do autor,ele recortava a realidade,como conhecê-la por inteiro? O diretor desorientado nunca soube o que era ordem,por que ele iria querer liberdade?
O anjo era um poeta tão distante que chegava a ser solitário.Ele era um pouco,ou muito,de todos esses personagens anteriores.As influências deles tendiam ora para o animal instintivo,ora para o homem racional.Mas ele não vivia no "mundo",vivia no paraíso.
Nem começo,nem meio,nem fim.A peça foi uma confusão.O mundo era dos macacos,a jaula dos homens e o paraíso do poeta.O inferno era quando as luzes se apagavam,todos espectadores pensavam: -Amanhã tudo outra vez.(Eber Vasconcelos)
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