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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Parece ser tão errado


Não conseguir entender o porquê de ser tão incompreensível
Julgar não conseguir entender propriamente o que é impossível  ,
pode ser até uma indiferença de quem não crê  .

É estranho oferecer sabor a quem só prova veneno , clichê ou algo ultrapassado
É estranho oferecer calor a quem só vive do sereno , vive da culpa do seus pecados  ,
pode ser até uma indiferença de quem não vê  .

Acreditar no amor parece ser tão errado
Quanto desmascarar o culpado
E ele ser dito inocente .
Tantos que ainda podem viver
Querem explicações pertinentes ,
o porquê
de
...
Acreditar no amor parecer ser tão errado
Quanto manter em cárcere de loucura , atado
E ele ser dito inocente .
Tantos que ainda o vêem saindo de lá ,
Voando nas teorias , apaixonados pelos toques ,
o o quê
faz
...
Acreditar no amor parecer ser tão errado :
Saber que o traidor não é dito traiçoeiro
E ele ser sim aprisionado em seu veneno, cuspindo sangue podre no travesseiro .
Porque o amor existe principalmente na confiança do que é invisível
Do jeito em que fazer o ideal não é só atitude de poeta incrível .

Não se justifica mal com mal ,
Não se provoca o destino ,
Ser mais que um animal :

É invocar o amor e ser o amor .

(Eber Vasconcelos)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Surdina



Quero vermelhidão aonde a pele é clara ,
Ouvir teu gemido de dor baixo no ouvido
Quero arranhão nas costas , costas rara
Sentir teu ouvido com a língua , te pegar por baixo .

Você faz toda a cara da perdição que se pode ter ,
E eu deixando em ti motivos de se perder .
Os seios ,seios que alimentariam meus filhos ,
Também podem alimentar meu tesão por você.

Os meios de te ter mais perto inventariam um paraíso,
Seus cílios não conseguem esconder seus olhos .
Mas eles , os olhos, ficam quase paralisados no ar ...
Tentando entender o que nos faz suar.

No ímpeto de domar  (uma fera deliciosa) eu me apresso em tirar tua roupa  .
E na surdina desses atos eu me vicio , e crio vicios em você.
A mulher que faço tremer o mundo interno ,
E de carinho ternos vou transformando em explosão .
Um jeito de te tirar a respiração  , uma asfixia viva !

domingo, 15 de janeiro de 2012

Altar



O altar exaltado em luxúria verdadeiro e divino se apresenta
No impulso que se excita .
O teu jeito de pedir castigo de sentir dor salivando por mais:
Do outro lado da própria vida(às escondidas) .

Postada de maneira erótica
Chamando por minhas unhas em suas costas ,
Vivendo dentro de beijos em meu corpo que te chama ,
Querendo morder de tão delicioso delírio, então você quase clama por nosso amor .

E cada parte do teu corpo descobre-se novos prazeres ,
Da tua boca , sua voz martelando irresistível , ela e seus dizeres ...
Atraindo atos em libido .

Gosto de você por cima , sentindo minhas mãos percorrer por você .
Um momento de cada vez :
Até que está toda minha mulher, toda entregue sem querer voltar ao mundo sozinha.

(Eber Vasconcelos)
Dedicatória, Monize Ribas "Vasconcelos" 

sábado, 31 de dezembro de 2011

Invisível visível


Surge de modo talvez comum porém não previsível um desses dias que se parece conquistar um pedaço curto do tempo perto do que faz bem . Poderiam dizer que um abraço é algo corriqueiro , seria se não fosse um abraço de reconciliação de dois amantes que se distanciam em alguns instantes para desejarem-se como numa eternidade novamente .
 Nem só de surgir a vida tem o sabor , o degustar de sua permanência em cada ação pode representar todo um contexto que vale a pena experimentar . Nos faz querer viver todos esses segundos que nos fogem ao paladar do prazer , só a persistência em querer a vida de uma mulher com a sua te dá mais a saborear .
 Da permanência para impermanência  aparece os beijos quase eternos , eles tem todo o potencial de percorrer por todo corpo  , o que mistura intocável com tocável . Ela bem sabe que nasce nela a mulher desmitificando a menina que parece ser quando sorri .
 E o sonho parece permanente mesmo sendo cada vez de uma forma desigual e crescente . Jeito de mulher sublimando em tesão , gemendo coisas inconfessáveis , ardendo em sexo , amando se dar toda deliciosa só para o desejo do namorado que justifica a mulher que há nela.

(Eber Vasconcelos)  

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Não existe porquê



 Devo estar muito tempo sem escrever , tem um certo incômodo que não me deixa . Não desistiria de tudo se tudo não esmagasse minha cabeça .
 Perguntam : por que você quer sumir? Talvez a resposta não esteja em um porquê. Parece ser daqueles tipos de vontades de se encontrar com a solidão, de terminar um ciclo de existência.
 Olha não há "psicologia"que me convença a crer no que não creio mais . E não é triste, só não faz diferença . Depois que se sai de um sonho, depois que se acredita numa mitologia e coloca toda sua alma numa determinada direção , quando chega ao lugar e não vale a pena , não da vontade de voltar pra outro . Todos os lugares são iguais tem começo,meio e fim .
 E tudo o que mais fez sentido já não faz sentido , e toda essa mágoa de deixar tua melhor parte aonde não vale mais a pena , aonde não existe nada é estranho, incompreensível , talvez porque não seja para eu entender . Se for algo da metafísica , do divino ... Que seja  , contudo não me tente a tentar mais nada, principalmente a acreditar no que for . Já entreguei ao vazio, só falta o vazio aceitar .


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Lado A


Num dia nublado parecia teu calor fazer justiça ao meu perigo.
E no meu quarto vazio eu te vi abraçar a um "risco de me amar".
Só quero dizer que amo esse teu olhar de mulher de toda minha vida ,
como a deusa dos meus prazeres você deleitando-se em desejo comigo no meu recanto de confusão .

Teus seios em minhas mãos como a poesia que delas surgem , mãos que adoram tatear teus mistérios de mulher .
"Seu mundo" molhando-se em mim ,
Teus beijos "quase eternos" ,
Eu te amo minha garota .

Não tenha medo , o que eu amo é ser o homem que vive pra te amar .


domingo, 11 de setembro de 2011

Devorar


Numa rua dessas por acaso vejo
Mordiscando seus lábios , criando desejo em cima de desejo.
Olha pra cá ,
Vem que te faço subir e tremer .

Subir ... teus pensamentos girando ,
Seus tremores em êxtase vibrando .
Digo assim, somente o necessário .
 Meu toque por seu corpo
 sem tempo a se dizer,sem data nem calendário.

É só te descobrir , te despir sem segredo .
Minha narrativa erótica , melhor enredo .
À sós é minha lógica , -'minha deliciosa".

Gosto do jeito de te devorar com olhos(minha menina maliciosa) .
ouvir gemidos ,
Suspirar nos teus ouvidos ...
 Até no teu jeito tem um pouco de provocação .

Provoco tudo ,
Sua boca sedenta,
Teus seios,
Tuas costas ,
Teu corpo nu , todo delicioso
Num banquete ,
Uma mesa de nosso amar .
Uma mesa pra nós dois !

(Eber Vasconcelos)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Romance amassado



Um cansaço morto no papel , papel amassado
Jogado por aí ...
Sei que nunca notava meu semblante triste de frustração ,
Um sonho acabado sem solução .

Por que fui criar essa imaginação?
Por vezes você aparece e sempre sem defesa
Só me escondo nessa mesa
E escrevo o invisível aos seus olhos nus .

Pus arraigado a alma seu sorriso , nesse ponto de
Certeza do que não existe , do que é uma irrealidade
Em um mundo tão particular e bonito.
Meu romance mais sincero e doce, um naufrágio em uma ilha...
Ilha de miragens em que me perdi .

Cedi aos corruptos do coração .
Nem vejo aquele brilho lindo na escuridão.
Todo romance amassado numa folha de papel,
Tudo jogado ao descaso no inverso do céu .

Em cada verso ... uma parte que compõe o vazio .

(Eber Vasconcelos)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Memória



Quando se percebe lhe é escapado um sonho, sonho passado ;
Ao lembrá-lo serena por dentro,
O inverno reaparece .

Não importaria se a primavera é florida ,
Se seu inverno nunca foi extinguido com o calor ,não faz diferença .
Com as paredes se pode falar , só que elas de lado
Não se importam se fez paixão .

O sentido não se faz ,
A perfeição tampouco .
Se todo o sentido se foi ,
E a perfeição talvez seja uma descrença que acompanha os dias .

Viver depois disso é criar uma vida ,
Ser feliz no desencontro.

(Eber Vasconcelos)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Eternidade dos mares

 
 Navegante seguindo nortes indecisos dentro de um barco.Em volta água , mares e nenhuma terra firme .  Tempos e tempos ... tudo igual . Ora mar revolto , ora tranquilo . O céu da mesma forma parecendo refletir o mar ao avesso, ora azul , ora tempestuoso . No início seu estômago revirava ânsias de vômitos , tinha dia em que o barco balançava tanto que parecia centrifugar em si mesmo .
 Dizem que é uma grande metáfora os dias de tempestades no mar . Que metáfora ? Se a água gelada paralisa até aos músculos ! E tremendo não conseguimos dar um passo se quer . Fora o medo de todos os dias de não poder enfrentar uma fera cheia de tentáculos , fera gigante !
 A comida é sempre contada , os dias iguais , e nessa rotina o barco segue rumos incontáveis que não levam a lugar nenhum . A roupa é velha de tanto lavar e relavar , mas o que importa ? Ninguém veste trajes elegantes para ficar sozinho em um lugar perdido .
 Essa é uma vida sozinha ... de sonhos e pesadelos . O navegante vive no barco , o sono eterno . As águas são o que determinam a aflição ou calmaria de seu dia . E no céu não há mais nada , a não ser tempestades ou céu azul . Dentro de uma eternidade angustiante .

(Eber Vasconcelos)
  

domingo, 12 de dezembro de 2010

Chão de gelo fino



 A caminhar sobre gelo fino tentava entender esse chão gelado que me tocava aos pés.Vi abaixo do gelo outro homem sufocado tentando sair,batendo no gelo com tal força,me encarando de uma forma assustadora e confusa.

 Sabe,meus pés estavam em carne viva de vermelhos,descalços naquela imensidão gelada.Tentei abaixar -me e ajudar o outro homem,o via sendo sufocado por águas gélidas.Se desse pra ver bem sua cor através daquele gelo saberia que era mais branca que o normal.


 Bati meus pés forte no chão,rachaduras e estalos...


 Quando me vi estava acordando e  agora quem estava abaixo do gelo era eu.E... quando tentava nadar ao alto e quebrar o gelo pra me salvar vejo outro homem lá em cima observando da mesma forma incógnita a minha aflição.


 Mesmo sem o discernimento adequado,devido a águas que já invadiam o cérebro,percebi que era eu o tempo todo aquele homem que queria salvar.Contudo o curioso,o mais curioso... é que o homem acima do gelo estava em paz,e o que estava abaixo em estado de aflição.Então é isso... O gelo é a divisão entre esses dois mundos,aflição e paz. E caminho entre esses mundos: A paz tentando me salvar da aflição,e a aflição tentando me prender abaixo do gelo,me tirando a paz.


(Eber Vasconcelos)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Homens,macacos e um anjo

A tarde era um calor estranho,daqueles que lhe deixa tonto.O suor nos rostos,uns avermelhados outros nem tanto,mas todos eles,os rostos,contemplando um espetáculo:"Homens,macacos e um anjo".O "espetáculo" era só uma forma tola de se definir essa obra teatral pobre.
Comecemos assim: Cenário empoeirado,velho,onde vários outros "espetáculos" aconteceram,vamos chamar isso de "mundo".Tanto as peças teatrais mais bem humoradas,passando pelas drásticas,clássicas,e tantas outras se passaram nesse mesmo lugar.E nenhuma delas fez brilhar esse teatro chamado "A arte".
Iluminação é daquelas que traz dores de cabeça intermináveis.Todos ficavam lacrimosos não importando qual fosse o gênero,se terror,se romance ou comédia.A luz ao excesso incomoda,ninguém diz aos responsáveis pela iluminação que "A arte" precisa ter sua luz devidamente regulada para que os espectadores vejam e reconheçam o que vêem?
Os personagens eram: um autor vagabundo,uma anarquista revoltada,um religioso de "folga",um poeta,um diretor desorientado e uma prostituta.
Falemos pouco sobre essa peça...
Os homens viviam em jaulas de ouro que de tão puro achava-se que era "divino".Eles eram: o religioso,que prometia o céu; a prostituta,que prometia o inferno; e anarquista,que prometia liberdade de céu e inferno.Todos enjaulados pelo divino.Todos presos à suas ideias,todos presos aos seus "paraísos".
Os macacos eram "interpretados" por um autor vagabundo,escrevia peças fazendo recortes de notícias de jornal e um diretor desorientado que atropelava começo,meio e fim nas cenas.Eram macacos...animais em plena liberdade,pois ao contrário dos homens não sabiam o que era céu ou inferno.No caso do autor,ele recortava a realidade,como conhecê-la por inteiro? O diretor desorientado nunca soube o que era ordem,por que ele iria querer liberdade?
O anjo era um poeta tão distante que chegava a ser solitário.Ele era um pouco,ou muito,de todos esses personagens anteriores.As influências deles tendiam ora para o animal instintivo,ora para o homem racional.Mas ele não vivia no "mundo",vivia no paraíso.
Nem começo,nem meio,nem fim.A peça foi uma confusão.O mundo era dos macacos,a jaula dos homens e o paraíso do poeta.O inferno era quando as luzes se apagavam,todos espectadores pensavam: -Amanhã tudo outra vez.(Eber Vasconcelos)

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